o dia em que aconteceu

Dá um arrepio na espinha quando se vê o livro de um amigo finalmente exposto. Ainda mais quando se acompanhou o processo moroso – e por vezes doloroso – de pôr-se tudo o que há em nós num conjunto de frases à procura de ser livro. E depois submeter à apreciação e esperar, esperar, desesperar, voltar a esperar até que, eventualmente, acendam a luz do túnel escuro.

Diz-se que a crise veio dificultar ainda mais o lançamento de novos autores. Portugueses? Ainda pior. Parece que lemos e compramos pouco de quem escreve em português. É por isso que o arrepio faz todo o sentido. É o reflexo de constatar que, no meio do turbilhão complexo da “nossa” literatura, por vezes abre-se um espaço numa estante para um livro que o merece. Nasceu uma nova autora que escreve em português. Esta noite não aconteceu, diz a capa. Talvez. Mas olha que o dia, o ansiado dia, esse aconteceu.

Eu apanhei-o em “destaque do dia” na feira do livro. Nem era preciso.

Esta noite não aconteceu
Sónia Alcaso

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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