quando dançares, sente os ritmos: o da música, o teu e o do outro, o da vida.

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«A sala grande tinha sido transformada num salão de baile, uma discoteca luminosa, o oposto da outra onde ele a levara, para ver, e ela odiara a intermitência de brutas luzes e brutas trevas, gente que dançava como marionetas a estrebuchar sem bonecreiro, sem graça e sem vida, gente que dançava mal, braços, pernas, tronco e alma sem acordo ao ritmo, debaixo de um globo de estilhaços de espelho, sem estar em si, sem entrega, a serem vistos estar. Estilhaços. Sem o rilhar dos dentes do prazer, do prazer profundo: nadar, dançar, a sós, com o outro, com o mundo. Vanidade e profundeza dos sentidos em diapasão. Com o ritmo.»

MARIA VELHO DA COSTA

Myra

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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