a guerra não forja homens. destrói-os.

ian-mcewan1

«Tudo o que de secreto havia no corpo era desvendado – ossos que furavam a carne, visões sacrílegas de um intestino ou de um nervo óptico. Daquela perspectiva nova e íntima, aprendeu uma coisa simples e óbvia, que sempre soubera e que toda a gente sabia: que uma pessoa era, entre tudo o resto, algo de material, uma coisa fácil de destruir e difícil de consertar. Esteve mais perto do que nunca do campo de batalha, pois todos os casos em que ajudara tinham alguns dos seus elementos essenciais – sangue, óleo, areia, lama, água do mar, balas, estilhaços, massa de motor, ou o cheiro da cordite ou das fardas ensopadas e suadas, cujos bolsos continham restos de comida estragada e migalhas de chocolate Amo.»

IAN McEWAN

Expiação

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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