dia de festarola, hora de folguedo, tempo de festança. páginas e páginas de língua portuguesa em festa.

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Coureleiros da cor da taipa, atrofiados nos seus fatos domingueiros, andavam-se despenando de misérias pelas tabernas e pelas ruas de São João, brancas de Junho, de cal e de noite luarenta. Raparigaças morenas, estralejando risos, em bandos, de lencinho ao quadril, com permanentes aborregadas, a saia por cima do joelho, afitando a orelha ao som das gaitas-de-beiços, dos adufes e das concertinas, nem pareciam as mesmas da semana, derrancadas sobre as leiras, sobre as espigas, da agarra à solta, como por castigo, ou consumidas nos biocos, à meia porta.

URBANO TAVARES RODRIGUES

Bastardos do Sol

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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