F. Scott Fitzgerald em «terna é a noite»

f-scott-fitzgerald1Na escuridão do táxi, exalando o perfume que comprara com Nicole, aproximou-se novamente dele e encostou-se-lhe. Dick beijou-a sem prazer. Sabia que a paixão estava presente, mas não havia sinais dela nos olhos nem na boca de Rosemary; o seu hálito cheirava levemente a champanhe. Ela encostou-se ainda mais, com desespero, ele beijou-a de novo e ficou gelado com a inocência do beijo dela, com o olhar que no momento do contacto o transpunha direito à escuridão da noite e do mundo. Ela ainda não sabia que o esplendor vive no coração. No momento em que ela se apercebesse disso e mergulhasse na paixão universal, ele poderia possuí-la sem hesitação ou arrependimento.

Anúncios

Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
Esta entrada foi publicada em literatura-citada com as etiquetas , . ligação permanente.

comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s