Rui Nunes em «grito»

???????????????????????????????– não há alegria na criação de personagens. Digo: é contra a alegria: escrevo as palavras que prolongam a ausência. Escrevo para continuar a morrer, para não acabar de morrer: eis a eternidade: a da voz que me usa e se distancia de mim. Nada percebo do que diz: sou o sítio de uma voz que me exclui. De vez em quando, esqueço-me. De vez em quando, lembro-me. Só a dor é vigilante. E o sono que me olha.

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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