Imre Kertész em «kaddish para uma criança que não vai nascer»

imre-kertesz1«Concluiu-se que escrever a propósito da vida significava meditar sobre a vida, que meditar sobre a vida significava colocá-la em dúvida, e só põe em dúvida o próprio elemento que o alimenta quem este alimento asfixia ou quem nele se move de maneira desnaturada. Concluiu-se que eu não escrevia para buscar prazer, pelo contrário, concluiu-se que, escrevendo, eu buscava o sofrimento mais agudo possível, no limite do insuportável, provavelmente, porque o sofrimento é a verdade e, quanto a saber o que é a verdade, escrevi, a resposta é simples: a verdade é o que me consome, escrevi.»

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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