Camilo Castelo Branco em «A brasileira de Prazins»

camilo-castelo-branco2«Como a exposição do reitor saiu muito enfeitada de jóias sentimentais – detestável espécie arqueológica que ninguém tolera – farei quanto em mim couber por, uma a uma, ir montando e refugando as flores de modo que as cenas dramáticas se exponham áridas, bravias como cerro de montanha por onde lavrou incêndio, sem deixar bonina, sequer folhinha de giesta em que a aurora imperle uma lágrima. A Aurora a chorar! de que tempo isto é! Como a gente, sem querer, mostra numa ideia a sua certidão de idade e uma relíquia testemunhal da idade da pedra! Oh! os bigodes tingem-se; mas as frases – madeixas do espírito – são refractárias do rejuvenescimento dos vernizes.»

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Sobre paulommorais

Escrevo romances, textos, fragmentos. Antes e depois da escrita, leio. Gasto muitas noites com filmes. Nos entretanto, divago sobre novas personagens com histórias por contar.
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